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Plantio Coletivo A data para próxima atividade
de plantio, é exibida na primeira página do site.
Desde junho de 2002, passamos a realizar no sítio Vida de Clara Luz o Dia de Plantio Coletivo que visa unir o processo de autoconhecimento ao cultivo de ambientes curativos. Esta atividade, aberta ao público, é uma atividade de Ecopsicologia, na qual a Psicologia do Budismo Tibetano está unida à Permacultura.
Conscientes de que podemos transformar a realidade externa por meio de uma modificação de nossa atitude interna individual e coletiva, nos propomos a cada plantio nos sintonizar com uma determinada intenção, capaz de gerar força e determinação para lidar com nossas necessidades reais.
Desta forma, buscamos tanto reconhecer
fora o que foi desencadeado em nosso interior e como reconhecer dentro de nós
o que foi estimulado pelo exterior. Assim, ao ativar a ligação entre
os dois mundos interiores e exteriores, individuais e coletivos, recuperamos um
elo de comunhão entre pessoas, plantas, ambientes e animais. Trabalhar em grupo num jardim desperta o encanto pela vida. A energia criada pelo esforço coletivo gera alegria, entusiasmo, solidariedade e confiança em nosso potencial humano de criar ambientes harmoniosos. Quanto mais apreciamos a beleza, mais beleza descobrimos.
Cuidar das plantas com a intenção de gerar cura, nutre a alma, suaviza o coração e ameniza atitudes destrutivas. Ao cuidarmos da Natureza com atenção e gentileza, despertamos em nós, um processo espontâneo de autoconhecimento e amorosidade. Assim, estamos aptos para refletir e transformar positivamente nossos desafios individuais e coletivos frente à vida e à morte. Bel e Pete
Atenção:
devido ao crescente número de participantes, reconhecemos a real
necessidade de trabalhar com 25 vagas limitas. Para participar, faça
sua inscrição até sexta-feira, anterior ao domingo
do plantio por telefone 011 - 3872 6858 com Alessandra, das 14:30 às
19:30h. Traga sua contribuição para o almoço coletivo. Esta atividade tem início pontualmente às 10h.
Temas e trabalhos realizados em 2008 Fevereiro de 2008 Março de 2008 Abril de 2008 Junho de 2008 Outubro de 2008
Temas e trabalhos realizados em 2007 Fevereiro de 2007 Março
de 2007 Abril de 2007 Maio de 2007 Julho de 2007
Temas e trabalhados realizados em 2006
Criação do Mandala de Flores e Ervas: Ao olhar, tocar, sentir, cheirar e degustar uma erva e sua flor com uma nova atitude de atenção e aguçada percepção nos sintonizamos com as suas qualidades de terra, água, ar, fogo e espaço. Desta forma, cada participante escolheu uma erva ou uma flor para aprender como decifrar os seus elementos e compreender como estas qualidades revelam as tarefas necessárias para o seu desenvolvimento interior.
A Horta Orgânica:
em geral, nós nos alimentamos do desconhecido! Não sabemos
de onde vieram os legumes e verduras que compramos e nem quanto tempo
eles levaram para crescer...
Reflexões sobre os desafios e oportunidades com a chegada do outono: O outono é um momento grande transição na Natureza - um tempo quando os processos de morte se entrelaçam com tudo que foi formado durante o verão. As sementes amadurecem e caem no solo forrado de folhas. A terra úmida e quente começa agora a esfriar e se recolher. As plantas se preparam para adormecer. É também um tempo de colher muitas sementes para novas plantações. Durante o verão, as ervas que plantamos juntos na mandala cresceram para todos os lados. As ervas mais fortes invadiram o espaço das mais frágeis, enfraquecendo-as. Nós, assim como as plantas, ocupamos hoje novos espaços. Neste plantio enquanto limpamos a mandala de erva, refletimos sobre como nos organizar para um novo ciclo de fertilidade e abundância.
Criação de agroflorestas: uma floresta que alimenta, embeleza o ambiente e aproxima as pessoas - um processo de interdependência positiva, no qual pessoas, pássaros, insetos, flores, ervas, árvores e legumes estão unidos na mesma dinâmica de crescimento em harmonia.
Você já pensou como os nossos rins se parecem com árvores? Neste dia, compreendemos a importância da presença das árvores perto de nascentes ao refletir sobre as similaridades entre a morfologia e as funções de nossos rins e a forma e função de um vale. Plantamos 500 mudas de árvores (muitas frutíferas) e espalhamos sementes de flores perto da nascente para recuperar o fluxo de água no interior de vale que havia se tornado um pasto no passado. Um plantio baseado na intenção de cuidar de nossa energia vital, assim como de filtrar e purificar as emoções de nossos relacionamentos.
Colheita de sementes: uma atividade que requer calma e contemplação - uma vivência de descoberta e bem-estar. Para maioria de nós que vivemos em São Paulo provavelmente esta foi a primeira vez que vimos uma flor de alface!
Criação de jardins para sustentação de taludes: plantamos inúmeros arbustos e flores no talude atrás da hospedagem. Como adubo, usamos as cinzas doadas do forno da Pizzaria do Babbo. Neste plantio aprendemos sobre o poder de cura e regeneração contido nas cinzas: uma inspiração sobre nossa capacidade em ter fé em recomeçar. Lemos também o conto O jardineiro que tinha fé de Clarissa Pinkola Estes no qual ela escreve: "O que é que não pode morrer nunca? É aquela força de fé que já nasce dentro de nós, que é maior do que nós, que chama as novas sementes para os lugares áridos, maltratados, abertos, para que possamos nos ressemear."
O uso de cinzas como fertilizante natural para as plantas trouxeram ensinamentos sobre a qualidade de minerais e metais de um solo para atrair um determinado tipo de planta. As cinzas contêm os metais e minerais com as quais as plantas que foram queimadas eram compostas. Portanto, elas contêm a memória do passado destas plantas. Com a intenção de reconhecer que há sempre vida nova brotando em nossos processos de finalização, isto é, que no velho está o potencial do novo, neste plantio refletimos como o passado pode fertilizar o futuro.
Reflexões sobre
o valor da rotina: a importância de cada um é decorrente
da obra que realiza. Todo processo de crescimento é conseguido
pela constância no trabalho. Ao não temer, nem ficar impacientes
com as ocupações diárias podemos prosseguir melhor
a cada dia. Neste dia limpamos e colocamos palha em volta das árvores
ao longo da estrada que vai até as estátuas dos Cinco Dhyani
Buddhas; lavamos as estátuas ; podamos o feijão guandu;
colhemos caquis nas árvores; cortamos as ervas secas que estavam
no galpão e tiramos o capim da agrofloresta... Criação do Mandala de Verduras e Flores: uma reflexão sobre o companheirismo. Segundo os princípios da Permacultura, existem plantas companheiras e plantas antagônicas. Por exemplo, o Alface faz boa companhia para a Beterraba e cria atritos com a Vagem! Uma planta é uma boa companheira para outra quando favorece o seu crescimento e acentua o seu sabor, ajuda a repelir as pragas e a recompor o solo. Sem dúvida, ao montar um este mandala de verduras e flores aprendemos muito com elas!
Trabalhar em grupo: o prazer de fazer algo junto. Com o propósito de criar um ambiente calmo e acolhedor, plantamos inúmeras Hortências no jardim ao redor da estátua de Avalokitesvara. A Hortência é um símbolo vivo do genuíno sentimento de união: um antídoto para a desarmonia afetiva grupal e para o medo da solidão social. Esta flor nos inspira a realizar trabalhos em grupo como uma forma de dar e receber proteção.
Plantio Coletivo inspirado na intenção de cultivar compaixão e paciência. Aproveitamos o outono para desacelerar... pois assim nos preparamos para estar mais aptos para entrar no processo natural de interiorização que surge quando o inverno chega. Neste domingo, entramos na floresta para escutar Pedro Friedman tocar sua flauta transversal! Foi um precioso momento para estarmos mais próximos de nossa Natureza Interior. Depois, cuidamos do jardim ao redor da estátua de Avalokitesvara: o Buddha da Compaixão. Além de limpar e podar algumas árvores, plantamos inúmeras flores de Impatiens: a conhecida Maria-sem-vergonha. Esta flor nos ensina a lidar com a impaciência, a restaurar a tolerância e a aceitar as situações que estão além do nosso controle.
Plantamos os alicerces de uma Catedral de Bambu com a intenção de criar um espaço que nos ajude acessar calma e introspecção. Ela estará pronta para nos acolher em 2010. Uma catedral de bambu torna-se um lugar sagrado por ser silencioso e acolhedor: condições necessárias para o autoconhecimento e desenvolver amor.
Plantio de Lírios
amarelos na beira da estrada que nos leva às estátuas
dos Cinco Dhyani Buddhas. Esta flor, que vive por um só dia, nos
ajudou a refletir sobre a impermanência. Ao conversar com Lama Michel
sobre este dia de Plantio Coletivo, ele nos disse: "Em geral compreendemos
a impermanência de modo errado: como se as coisas existissem por
um momento e depois deixassem completamente de existir. Na realidade,
o Budismo nos ensina |
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Vida de Clara Luz - Sede Rua Aimberê, 2008 - Perdizes
- 3872-6858
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