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Meu pai, o Zé Ricardo, queria que plantássemos
uma árvore, com as suas cinzas como adubo, no sítio
Vida de Clara Luz. Nos reunimos, familiares, poucos amigos e os
colegas do plantio coletivo,
para plantarmos um Jatobá.
Há uns dois meses, o Pete, que conhece bem as características
de cada planta, me perguntou sobre meu pai para que escolhessemos
juntos uma árvore que evocasse algumas qualidades que gostaríamos
de nutrir. Eu disse que meu pai comentava que queria viver até
pelo menos cem anos e que se preparava para isso, na hora o Pete
sugeriu que plantássemos um Jatobá e começou
a descrever as
características da árvore.
O que cativou a minha imaginação, foi primeiro, ser
uma árvore que vive muito anos, que testemunha a passagem
de muitas pessoas e eventos. Segundo, que quase tudo o que produz
pode ser utlizado, inclusive a sua madeira, para a fabricação
de móveis, que podem passar de geração em geração.
E finalmente, que normalmente quando plantada em um campo, não
na floresta, ela tende a abrir a sua copa e assim acolhe a todos
em sua sombra, sertanejos, animais, amigos, conhecidos, passantes.
Gostaria que ficassem com essa imagem de uma árvore crescendo,
de sua copa abrindo, para acolher seja um passante, ou um grupo
grande de pessoas em sua sombra.
Os que conviveram com o meu pai nos últimos vinte anos de
sua vida sabem que ele estava também sempre aberto para acolher
quem o procurasse.
Os familiares e amigos mais próximos saibam que o Jatobá
precisa de cuidados, se algum dia precisarem ou sentirem vontade
de estarem mais perto do meu pai escrevam para a Bel e o Pete
para combinar a sua visita ao sítio: belcesar@ajato.com.br
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